carregando...

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

24 de fevereiro de 2022

ASCOM GABINETE SEMUSA

Comissão avalia impactos à saúde causados pela enchente

Semusa se preocupa com doenças ocasionadas pela cheia

A Prefeitura de Ji-Paraná, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, participou de reuniões com os órgãos que compõem a Vigilância em Saúde do Governo de Rondônia para avaliar os impactos à saúde causados pela enchente dos rios Machado e Urupá. Os encontros ocorreram na terça (22), quarta (23) e quinta-feira (24).

O diretor-geral da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), coronel Gilvander Gregório de Lima, esteve em Ji-Paraná para avaliar os danos ocasionados pela cheia dos rios e as possíveis doenças que podem ser causadas no período após as enchentes.

“Quando as águas começam a baixar também começamos a enfrentar uma série de preocupações. Além da limpeza das casas, ainda temos o risco de acidentes com animais peçonhentos e a transmissão de doenças que podem ser transmitidas pelas águas, como hepatite A, leptospirose, dengue, malária, febre amarela e tantas outras doenças”, detalhou Wanessa Oliveira e Silva, titular da Semusa.

A comissão de enfrentamento, formada por representantes da Saúde do Governo de Rondônia e da Prefeitura de Ji-Paraná, que fazem parte do Conselho Municipal de Proteção e Defesa Civil (COMSPDEC).

“Neste momento difícil, contamos com o excelente trabalho da Defesa Civil de Ji-Paraná e do Corpo de Bombeiros, que trabalharam no resgate das famílias em risco. O prefeito Isaú Fonseca, se preocupando com a situação, determinou que todos se esforçassem para realizar um trabalho preventivo”, acrescentou Wanessa.

Ainda em 2021, o COMSPDEC notificou a Prefeitura de Ji-Paraná sobre uma provável enchente dos rios Urupá e Machado. Com base nessas informações, a Semusa realizou a vacinação móvel nos bairros Duque de Caxias, Primavera, São Francisco, Dom Bosco, Casa Preta Centro e Novo Urupá, regiões mais atingidas pelas cheias.

“Realizamos uma vacinação de intensificação, tanto contra a Covid, quanto as vacinas de rotina, para as famílias que moram às margens dos rios, deixando-os preparados para uma possível enchente, no que tange às questões de saúde dessa população”, afirmou Alinny Rezende Santos Ferreira, diretora do Departamento de Vigilância em Saúde.

Neste momento, a preocupação se volta ao período após as cheias, quando o nível dos rios começar a baixar e podem surgir surtos das doenças que possam ser causadas em decorrência da enchente.

“Há uma preocupação sobre esse período após a enchente. Por isso, é realizado um trabalho informativo com as famílias atingidas, orientando essas pessoas sobre essas doenças. Além disso, também estamos preparando as Unidades Básicas de Saúde e o Hospital Municipal, para receber prováveis pacientes com doenças provenientes das enchentes”, garantiu a secretária de Saúde de Ji-Paraná.

O Governo de Rondônia já disponibilizou materiais de Saúde que serão utilizados no período pós enchente, como testes rápidos para detecção da Covid-19 e hipoclorito de sódio, que será utilizado na desinfecção das residências e na higienização dos alimentos e da água potável.

 A Semusa foi representada pelo Departamento de Vigilância em Saúde e pelas divisões de Imunização, Vigilância Ambiental, Vigilância em Endemias, Vigilância Epidemiológica, Vigilância Sanitária e pela Unidade de Vigilância em Zoonoses (UVZ). O Corpo de Bombeiros Militar, Gerência Regional de Saúde (GRS), Defesa Civil de Ji-Paraná e a Secretaria Municipal de Assistência Social e Família (Semasf) também participaram dos encontros.

Matéria: Marco Bernardi

Fotos: Arquivo Ascom